O uso da tuberculina é a única maneira de diagnosticar e prevenir a ocorrência de tuberculose em animais de produção. O imunobiológico, produzido no Brasil pelo Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é considerado o grande pilar dos programas de controle de tuberculose em todo o mundo, sendo, na visão da pesquisadora do IB, Cristina Corsi Dib, uma estratégia de prevenção da doença e, consequentemente, aumento da produtividade do rebanho.
Segundo Cristina, o diagnóstico da tuberculose bovina é feito a campo por meio do teste intradérmico da tuberculina. Todos os animais a partir de seis semanas devem ser submetidos a tuberculinização por médico-veterinário habilitado. “Por se tratar de uma doença sem sinais clínicos evidentes, a tuberculina é a única maneira de diagnosticar a enfermidade no rebanho, e eliminar os animais positivos para evitar a disseminação da infecção. Os animais positivos devem ser eutanasiados na propriedade ou enviados para abate sanitário em abatedouros”, explica a pesquisadora.
Para ela, o uso do produto é mais do que uma forma de diagnóstico de tuberculose em animais vivos, mas uma grande estratégia de prevenção da doença, já que elimina os animais infectados do rebanho. “Não há tratamento para a tuberculose bovina e, portanto, os animais devem ser eutanasiados ou abatidos, o que pode ser irreversível para o rebanho se a prevalência da doença estiver muito alta. Quanto maior a distância entre os testes tuberculínicos, maior a possibilidade de não detectar animais positivos que permanecerão no rebanho, aumentando a transmissão da enfermidade e tornando seu controle mais difícil, por isso, a importância da utilização desse produto”, afirma ( INSTIUTO BIOLÓGICO )

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