Pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) utilizaram uma técnica inovadora na cultura do milho-doce para controlar uma das piores pragas dessa espécie: a mosca-da-espiga. Trata-se de um processo de controle ecológico, que usa armadilhas MacPhail nas lavouras para atrair as fêmeas adultas do inseto, impedindo a sua reprodução. Esse modelo de armadilha comercial já é usado com sucesso no monitoramento de moscas-das-frutas. O método mostrou bons resultados e representa uma possibilidade concreta de controle de pragas do milho-doce, o que não era conseguido com produtos químicos, biológicos e variedades transgênicas. Além disso, agrega sustentabilidade ao produto final, beneficiando produtores e indústrias.
O milho-doce é uma cultura de relevância comercial no Brasil. Dos cerca de 36 mil hectares cultivados, praticamente 100% da produção é destinada ao processamento industrial para consumo humano, especialmente para fabricação de milho enlatado, com movimentação em torno de R$ 550 milhões por ano. Também chamado de milho especial, esse segmento tem crescido nos últimos anos e a tendência é manter esse cenário, visando os mercados interno e externo. Armadilhas usam atraente alimentar para capturar os insetos. ( EMBRAPA )
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