A Embrapa Agroenergia (DF) está utilizando a técnica de deep learning para diferenciar e contar a macaúba e o babaçu na região de Barbalha (CE), onde desde 2014 estão sendo desenvolvidos projetos para o desenvolvimento da macaúba. A ferramenta tecnológica é capaz de estimar a produção das plantas e está sendo desenvolvida no âmbito do projeto “Fortalecimento da cadeia de produção de macaúba em contextos da região semiárida no Brasil”, liderado pela pesquisadora Simone Palma Favaro.
“O interesse em desenvolver essa abordagem nasceu da necessidade de estimar qual a quantidade de frutos e óleo, que é o principal produto da macaúba, poderiam ser obtidos com a exploração extrativista de forma organizada”, explica a cientista. De acordo com ela, sabendo o número de plantas existentes e cruzando essa informação com dados biométricos de rendimento de frutos e teores de óleo, é possível gerar a estimativa de um potencial de produção em uma dada região.
Favaro explica que, de posse desses números, empresas e organizações interessadas em processar a macaúba podem se instalar na localidade e já começar o processamento, até que cultivos comerciais comecem a disponibilizar os frutos, o que ocorre em torno de cinco anos após o plantio. ( EMBRAPA )
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