Com a irregularidade climática durando mais de um ano, especialistas e produtores começam a indicar possíveis danos da seca e das altas temperaturas também em 2022, que na teoria seria de ciclo alto para produção de café do Brasil. José Braz Matiello, engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, destaca que ainda é muito cedo para falar em quebras, mas alerta que a condição hídrica do solo chama atenção e de fato preocupa o setor.
De acordo com dados apresentados pelo especialista, além do atraso na estação chuvosa na florada da safra 2021, o corte nas precipitações também aconteceu antes do esperado, deixando a situação do solo ainda mais crítica. "A gente dá uma perspectiva, a gente não sabe exatamente o que vai acontecer, mas a gente vai mostrar como está a situação com o que temos hoje", acrescenta.
Matiello explica que o grande problema é que a planta não teve o crescimento vegetativo dentro do ideal. "O número de nós está um pouco abaixo e quando a gente compara com a lavoura irrigada, a gente vê que essa lavoura tem pelo menos dois nós a mais", explica. O enfolhamento também chama atenção do especialista, que comenta as folhas estão menores e o internódio mais curto. "Esse internódio mais curto ele não permite um grande número de frutos. Essa falta de chuva está levando a um estresse muito preocupante", explica. mas é preocupante. ( NOTÍCIAS AGRÍCOLAS )
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