Os resultados verificados em experimentos que vêm sendo realizados em diversas áreas de produção apontam para o aumento da oferta de novas variedades de alho semente livre de vírus, com características bastante promissoras para os sistemas de cultivos convencional e orgânico: são materiais que pertencem ao grupo chamado de alho seminobre e que, devido à sua aparência mais rústica, tem menor aceitação comercial, entretanto com qualidade condimentar (aroma e sabor) superior a outros tipos de alho.
“Nosso objetivo é disponibilizar essas variedades para agricultores familiares e produtores orgânicos que, normalmente, atuam em mercados menos exigentes como feiras livres, vendas ambulantes, pequenos mercados e verdurões”, informa o pesquisador Francisco Vilela, coordenador do programa de alho livre de vírus (ALV) da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF), que aponta outra vantagem desses materiais, como o sistema de produção mais simples e de menor custo se comparado ao dos alhos nobres.
Essa vantagem, de acordo com o pesquisador, atende produtores menos especializados e tecnificados, como os da agricultura familiar – são variedades que não necessitam de vernalização, são pouco suscetíveis ao pseudoperfilhamento, além de não exigirem controles rígidos de irrigação e adubação para evitar anormalidades fisiológicas. ( EMBRAPA )
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