De acordo com o analista de mercado Michael Cordonnier, a oferta de milho muito apertada e os preços domésticos de milho recorde vão fazer o governo brasileiro incentivar cada vez mais a produção local de milho e sorgo em grão. Prova disso, ressalta ele, foram os incentivos anunciados na semana passada pelo Ministério da Agricultura.
“Grandes produtores de gado no Sul do Brasil já estão importando milho dos vizinhos Argentina e Paraguai para manter suas instalações operacionais, bem como têm feito petições ao governo para ter um papel mais ativo no aumento da produção de grãos. O governo pode fornecer incentivos financeiros para a produção e comercialização na forma de empréstimos subsidiados para produção e juros baixos”, explica o especialista.
A partir do próximo dia 1º de julho, destaca ele, com o início do Plano Safra 2021/22, os limites de crédito à produção para grandes produtores que cultivem milho e sorgo granífero passarão de R$ 3 milhões para R$ 4 milhões. Para produtores de médio porte, o limite do empréstimo passará de R$ 1,5 milhão para R$ 1,75 milhão.

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