quinta-feira, 18 de março de 2021

BICHO-A-SEDA: PRODUTORES RELATAM PROBLEMAS COM DERIVA E ABANDONAM ATIVIDADE NO PR

 Agricultores familiares produtores de bicho-da-seda no Paraná estão acumulando prejuízos e até saindo da atividade por conta de danos decorrentes da deriva de defensivos agrícolas aplicados em propriedades vizinhas. Os agroquímicos, utilizados de forma incorreta em pulverização aérea em lavouras de grãos, estariam contaminando os pomares de amora dos pequenos agricultores.

Os produtores de bicho-da-seda, concentrados no norte do Paraná, têm em média 3 hectares de amoreiras. As folhas dessas árvores são o principal alimento do bicho-da-seda e insumo para a produção do casulo, de onde é extraído o fio da seda. Ou seja, é fundamental que o cultivo da amoreira seja 100% natural, sob pena de inviabilizar a atividade.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares de Astorga, no norte paranaense conta que os problemas com a deriva vêm se intensificando nos últimos três anos. Como a maior parte dos sericicultores (produtores de bicho-da-seda) é de agricultores familiares, que cultivam pequenas áreas, o dirigente explica que os prejuízos consecutivos têm tirado muitos deles da atividade.      

De acordo com o sindicato, que move uma ação de indenização em favor dos agricultores atingidos,  as perdas deste ano apenas são calculadas em R$ 339 mil. Em 2020, o prejuízo total teria sido de aproximadamente R$ 500 mil. ( CANAL RURAL ) 

bicho-da-seda

Foto: Pixabay   

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